Segundo especialistas, tempo começa a firmar entre o fim de julho e início de agosto, mas pancadas isoladas ainda podem ocorrer
Com dias seguidos de céu nublado e muita chuva, os moradores de Salvador se perguntam: quando o tempo vai melhorar? De acordo com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a resposta está próxima. A tendência é que o tempo comece a mudar entre a segunda quinzena de julho e o início de agosto.
Aldirio Almeida, meteorologista e especialista em Meio Ambiente do Inema, explica que o clima começa a se estabilizar nos próximos dias. “Historicamente, a segunda quinzena de julho já marca uma transição para um período mais seco. Em agosto, é comum termos dias mais ensolarados, embora ainda possam ocorrer pancadas isoladas, típicas do nosso litoral”, afirma.
O período mais chuvoso na capital baiana costuma ocorrer entre abril e julho, com o ápice das precipitações em maio. Neste ano, o mês de maio registrou chuvas acima da média, enquanto junho se manteve dentro dos padrões esperados.
Já julho, embora ainda esteja dentro do comportamento climatológico, tem chamado atenção pela frequência de dias com chuva. Dos 14 primeiros dias do mês, 11 já apresentaram mais de 1 mm de precipitação – em um julho típico, esse número costuma ocorrer em 17 dias no total. “Essa frequência está acima da média para o mês e indica um padrão anômalo”, ressalta Almeida.
Na última quinta-feira (10), Salvador registrou a menor temperatura do ano até o momento: 18,9 ºC. Nos dias seguintes, as mínimas variaram entre 19 ºC e 19,5 ºC, segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal). Nesta segunda-feira (14), a menor temperatura foi registrada no bairro de Valéria, com 19,7 ºC.
Ainda segundo o meteorologista, as chuvas mais intensas e frequentes estão ligadas a fatores como o aquecimento do Atlântico Tropical e às mudanças climáticas que vêm afetando o litoral da Bahia. “Temos percebido uma maior irregularidade climática, com secas prolongadas e chuvas mais concentradas, além de um prolongamento do período chuvoso, como estamos observando agora em julho”, conclui.