Estudo aponta que 62% dos idosos no Brasil adotam práticas inseguras online, e muitos ignoram os alertas dos familiares sobre golpes digitais
Uma nova pesquisa do Relatório Avast Safe Tech trouxe um dado preocupante: seis em cada dez idosos brasileiros (62%) ainda escrevem suas senhas em papéis, uma prática considerada insegura diante dos crescentes riscos digitais.
O levantamento revela que 95% dos adultos no Brasil tentaram alertar seus pais ou avós sobre os perigos da internet e possíveis golpes. No entanto, apenas 57% dos idosos seguiram as orientações. Muitos se mostraram confusos ou simplesmente ignoraram os avisos, acreditando que “sabem o que estão fazendo”.
O relatório também aponta que 64% dos entrevistados disseram que seus familiares idosos já foram vítimas de crimes cibernéticos, incluindo fraudes financeiras (29%), roubo de dados (19%), infecção por vírus (17%) e roubo de identidade (8%).
Segundo a Avast, mais de 80% dos crimes cibernéticos no mundo são causados por golpes de engenharia social, onde os criminosos manipulam as vítimas para conseguir informações sensíveis ou dinheiro. A empresa reforça que os idosos precisam de apoio e orientação constante para navegar com segurança no ambiente digital.
Para isso, a especialista Leyla Bilge, diretora global de pesquisa da Avast, recomenda que familiares sigam o princípio da aviação: “primeiro proteja a si mesmo, depois ajude os outros”, referindo-se à importância de dominar práticas de segurança antes de orientar os mais velhos.
Confira 5 dicas para proteger os idosos no ambiente digital:
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Use senhas fortes e exclusivas, com mais de 15 caracteres e combinação de letras, números e símbolos. Evite dados pessoais.
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Desconfie de mensagens urgentes vindas de bancos ou suporte técnico. Golpistas usam esse tipo de abordagem para pressionar decisões rápidas.
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Conheça os principais golpes que atingem os idosos, como phishing, fraudes românticas e falsas cobranças.
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Instale ferramentas de proteção como antivírus, navegador seguro e mantenha dispositivos atualizados.
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Faça da segurança digital um esforço coletivo: incentive seus familiares a perguntar antes de clicar.