A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter recebido 65 notificações de mortes suspeitas envolvendo o uso das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. Os dados fazem parte do sistema de monitoramento pós-comercialização da agência, realizado por meio do VigiMed, plataforma que reúne relatos de possíveis reações adversas a medicamentos em uso no país.
Segundo a agência reguladora, até o momento não é possível estabelecer uma relação direta entre os óbitos e o uso dos fármacos. As notificações são consideradas suspeitas e passam por análise técnica criteriosa antes de qualquer conclusão definitiva.
A Anvisa destacou que o acompanhamento contínuo faz parte da rotina de vigilância sanitária para todos os medicamentos aprovados. O objetivo é identificar, a partir do volume e do padrão das notificações, eventuais alterações no perfil de segurança e eficácia dos produtos após a liberação para o mercado.
Os registros foram contabilizados no período de dezembro de 2018 a dezembro de 2025. Além das mortes notificadas, também foram relatados 145 casos de pancreatite — inflamação grave no pâncreas — associados ao uso das canetas para perda de peso.
A agência reforça a importância de que pacientes utilizem medicamentos apenas com prescrição médica e acompanhamento profissional, além de comunicarem qualquer efeito adverso aos canais oficiais de vigilância.