POLÍTICA
Jaques Wagner afirma que Bahia terá representante no primeiro escalão do novo governo Lula

Senador reeleito diz que o estado deverá ocupar um ou mais ministérios, mas não revela possíveis nomes. Parlamentar também descarta deixar o Senado para assumir cargo no Executivo.
A Bahia deverá ter participação na equipe ministerial de um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A previsão foi apresentada pelo senador reeleito Jaques Wagner (PT-BA), durante entrevista concedida nesta sexta-feira (6) ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3).
Na avaliação do parlamentar, o peso político e econômico da Bahia no cenário nacional justifica a presença de representantes do estado no primeiro escalão do governo federal. Wagner também levou em consideração o histórico de apoio eleitoral dos baianos às candidaturas do Partido dos Trabalhadores.
O senador mencionou que a Bahia teve participação importante nas últimas disputas presidenciais, inclusive nas eleições em que o PT não saiu vitorioso. Ele também destacou a atuação de lideranças baianas na administração federal, citando o trabalho de Rui Costa na Casa Civil e sua própria experiência na articulação política do governo no Senado.
Apesar de confirmar que o estado terá representantes na Esplanada dos Ministérios, Wagner evitou antecipar quem poderá ocupar os cargos. Segundo ele, ainda não é possível divulgar os nomes dos futuros ministros.
Wagner descarta deixar o Senado
Durante a entrevista, Jaques Wagner também esclareceu que pretende permanecer no Senado Federal e cumprir seu mandato, afastando a possibilidade de se licenciar para assumir uma função no governo Lula.
O parlamentar afirmou que continuará contribuindo com a administração federal a partir do Legislativo. Como exemplo, citou sua participação nas articulações para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança.
Wagner ainda demonstrou cautela diante das especulações sobre possíveis integrantes do futuro ministério e criticou a antecipação de nomes que, segundo ele, ainda não têm confirmação oficial.
A definição da nova equipe ministerial caberá ao presidente Lula, caso confirme um novo mandato. Até lá, a expectativa é de que as articulações políticas avancem em torno da composição do governo e da distribuição dos espaços entre os aliados.

