Considerado um dos mais letais da oncologia, o câncer de pâncreas costuma ser diagnosticado tardiamente devido à ausência de sinais evidentes.
O apresentador Edu Guedes, de 51 anos, e o músico Tony Bellotto, de 65, enfrentam um desafio comum: o câncer de pâncreas. Essa é uma das doenças mais agressivas da oncologia, e sua principal dificuldade está no diagnóstico tardio, já que os sintomas são sutis e facilmente confundidos com outros problemas digestivos.
Segundo o oncologista Márcio Almeida, da Oncoclínicas Brasília, por estar localizado em uma região de pouca sensibilidade, o tumor pancreático raramente apresenta sinais precoces. “A dor pode se confundir com gastrite ou lombalgia, o que adia a busca por exames específicos”, explica.
Confira os principais sintomas que não devem ser ignorados:
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Perda de apetite e emagrecimento repentino
O tumor libera substâncias que reduzem a fome e alteram o metabolismo, provocando perda de peso mesmo sem mudança na alimentação.
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Alterações nas fezes
Mudanças na cor, odor e consistência das fezes podem indicar má digestão, causada pela menor liberação de enzimas digestivas.
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Dor persistente no abdômen ou costas
O crescimento do tumor pressiona nervos e estruturas ao redor do pâncreas, gerando dores contínuas, especialmente ao se deitar ou curvar.
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Sensação de estômago cheio ou indigestão
Tumores maiores podem dificultar o esvaziamento gástrico, provocando desconforto, estufamento e náuseas após as refeições.
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Icterícia (amarelamento da pele e olhos)
Quando o tumor comprime o canal biliar, a bile deixa de ser eliminada corretamente, acumulando bilirrubina no corpo.
De acordo com o Manual MSD de Medicina, cerca de 90% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, o que reduz drasticamente as chances de cura. O tratamento depende do estágio da doença e pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Embora não exista uma forma específica de prevenção, médicos recomendam evitar tabagismo, obesidade e consumo excessivo de álcool, fatores que aumentam o risco da doença.