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Ex-diretora de presídio na Bahia é investigada por envolvimento com detento e facções criminosas

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Foto: Rede Social

Joneuma Silva Neres foi presa em janeiro, acusada de facilitar fuga de 16 presos em Eunápolis; Ministério Público aponta corrupção e relação com interno

A ex-diretora do presídio de Eunápolis, no sul da Bahia, está no centro de uma investigação que aponta uma série de irregularidades. Joneuma Silva Neres, de 33 anos, foi presa no início deste ano acusada de facilitar a fuga de 16 detentos. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), além de envolvimento com organizações criminosas e corrupção, ela teria mantido um relacionamento amoroso com um dos internos.

O caso ocorreu em dezembro de 2023 e apenas um dos foragidos, Anailton Souza Santos, conhecido como “Nino”, foi localizado. Ele morreu em confronto com policiais da 23ª Coorpin, em Eunápolis. Os demais seguem sendo procurados. A lista completa dos fugitivos foi divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP).

A investigação revelou ainda que outras 17 pessoas foram denunciadas pelo MP-BA, entre elas o ex-coordenador de segurança do presídio, Wellington Oliveira Sousa, considerado braço direito de Joneuma na gestão da unidade. Ele também está preso e colaborou com a investigação, prestando depoimentos que detalham as supostas irregularidades.

Em uma das declarações, Wellington afirmou que a ex-diretora concedia privilégios ao detento Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dadá”, incluindo visitas íntimas sem fiscalização. Ele relatou que a esposa de Dadá ingressava no presídio sem passar por revista e permanecia por longos períodos em reuniões consideradas suspeitas pelos funcionários.

Joneuma fez história ao se tornar a primeira mulher a comandar um presídio masculino na Bahia. Sua nomeação foi oficializada em março de 2023, quando substituiu o tenente-coronel Cleber Santos. No entanto, menos de um ano depois, ela foi presa por volta das 21h do dia 24 de janeiro, em uma ação da Polícia Civil. Na ocasião, estava grávida, e a criança nasceu prematuramente.

O caso segue sob investigação e o MP-BA aguarda o avanço das apurações para possível apresentação de denúncia formal à Justiça.

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