José Gonçalves permanece sedado na UTI do Hospital do Subúrbio e familiares avaliam acionar a Justiça para acesso às imagens do acidente.
A família de José Gonçalves, de 34 anos, informou que o trabalhador segue internado na UTI do Hospital do Subúrbio, em Salvador, e responde positivamente aos medicamentos administrados após o grave acidente ocorrido na manhã de segunda-feira (1º), na Estação Campinas, do sistema metroviário da capital baiana. Segundo os parentes, ele deve ser submetido a uma cirurgia na bacia nos próximos dias.
José sofreu ferimentos graves ao ficar prensado entre o vagão do trem e a plataforma. De acordo com a equipe médica, ele teve uma perfuração retal, outra na bexiga e uma fratura no fêmur. Ainda não há informações precisas sobre possíveis impactos em sua mobilidade, já que suas pernas ficaram presas na estrutura metálica.
“Estamos muito abalados com tudo isso. É uma dor imensa ver alguém que amamos passar por uma situação tão brutal. Ficamos sabendo pela televisão”, relatou um familiar, que preferiu não se identificar. Ele também afirmou que a família avalia entrar na Justiça para ter acesso às imagens de segurança do local, com o objetivo de entender se havia agentes disponíveis que poderiam ter evitado o acidente.
Relembre o caso
O acidente ocorreu por volta das 9h, quando José, que trabalha na Limpurb (Empresa de Limpeza Urbana de Salvador), tentou atravessar os trilhos para acessar a plataforma do outro lado, enquanto seguia para o trabalho.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o homem ficou preso entre o trem e a plataforma, sendo socorrido por passageiros, que tentavam puxar seus braços. No entanto, suas pernas permaneciam imobilizadas pelas ferragens.
A concessionária CCR Metrô Bahia, responsável pelo sistema, emitiu uma nota reforçando a importância do respeito às normas de segurança nas estações. Entre os alertas estão: não acessar a via, aguardar o desembarque antes de embarcar e permanecer atrás da faixa amarela.
Já a Limpurb, por meio de nota, lamentou o ocorrido e afirmou que acompanha o suporte prestado ao funcionário por meio da empresa contratada, mas que não possui acesso aos boletins médicos, por serem informações privadas da família.
Um novo boletim médico deve ser divulgado ainda hoje.