Publicitária brasileira morreu durante trilha no Monte Rinjani; irmã publicou desabafo marcado por afeto, saudade e revolta
A morte da publicitária Juliana Marins, de 24 anos, que desapareceu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, continua gerando comoção nas redes sociais. Nesta quarta-feira (25), a irmã da jovem, Mariana Marins, publicou uma carta emocionada em que expressa não apenas a dor da perda, mas também a revolta e o sentimento de impotência diante da tragédia.
Juliana, que estava viajando pela Ásia em um mochilão, foi localizada sem vida após dias de buscas em uma encosta do vulcão, onde teria caído. Durante o período de desaparecimento, a família criou um perfil nas redes sociais para compartilhar atualizações sobre o caso. Foi nesse espaço que Mariana compartilhou sua despedida.
“Você sempre esteve comigo em todos os momentos, inclusive nos piores deles. A gente sempre dizia que moveria montanhas uma pela outra e, daqui do Brasil, tentei mover uma lá na Indonésia por você. Desculpa não ter sido suficiente, irmã”, escreveu ela.
Na carta, Mariana relembra o temperamento leve e otimista da irmã, carinhosamente apelidada de “avoadinha” pela família. Também lamenta a ausência repentina e as datas especiais que agora terão um vazio irreparável. “Quem usará um gorro de Natal comigo em qualquer dia de dezembro? Inclusive, não sei como serão os natais sem você”, desabafa.
Juliana seria madrinha de casamento da irmã. “Ainda bem que eu consegui casar bem antes de você sair de casa para realizar o seu sonho”, escreveu Mariana, que se referia à irmã como uma “gêmea com cinco anos de diferença”.
O caso continua gerando indignação entre familiares, que também questionam a atuação da equipe de resgate, acusada de demora no socorro. Para a família, Juliana poderia ter sobrevivido se o resgate tivesse ocorrido dentro do prazo ideal.