O ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), adotou um tom cauteloso ao comentar sobre a possibilidade de o partido fechar aliança com ACM Neto e sobre uma eventual candidatura ao Senado. Em resposta a questionamentos sobre o prazo para definição política, Roma deixou claro que, apesar de haver datas legais importantes, o cenário ainda está em construção.
Segundo ele, o período de desincompatibilização dos cargos, que se encerra em 4 de abril, é uma data “emblemática”, mas não necessariamente definitiva. Ele lembrou que, em eleições anteriores, negociações seguiram em curso até às convenções partidárias, realizadas em julho, o que demonstra que ainda há margem para ajustes e acordos.
“As conversas estão evoluídas, a tendência é sim que nós baixemos juntos”, afirmou Roma, ao sinalizar que o diálogo entre os grupos políticos segue avançando. Apesar disso, ele reforçou que não existe pressa nem disputa por cargos ou espaços específicos, destacando que o foco principal é a construção de um projeto político consistente para a Bahia.
“Não há aperto, não há fixação por cargo ou espaço. O que queremos é oferecer uma proposta para os baianos, para que a gente possa melhorar o futuro da nossa Bahia”, declarou, defendendo que as decisões sejam tomadas com “parcimônia”.
João Roma também ressaltou que as definições locais estão diretamente ligadas ao cenário nacional. Segundo ele, com o retorno das atividades políticas mais intensas em Brasília, o mês de maio deve ser marcado por grande efervescência política, o que pode influenciar diretamente os rumos das alianças na Bahia.
Ao mencionar que o processo depende de “outros personagens do tabuleiro”, o ex-ministro reforça a ideia de que as decisões finais serão coletivas e condicionadas às movimentações nacionais e estaduais. A fala mantém o clima de expectativa no meio político e indica que, embora haja tendência de alinhamento, o martelo ainda não foi batido.
Enquanto isso, o PL segue dialogando e observando o desenrolar do cenário político, mantendo abertas as possibilidades tanto para alianças majoritárias quanto para a definição das chapas que disputarão as eleições.