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Motorista forja sequestro e incendeia próprio carro para tentar receber seguro de R$ 50 mil

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Foto: Reprodução/ Tv Alagoas

Homem sofreu queimaduras e comooveu internautas com versão falsa, mas foi desmascarado após investigação da Polícia Civil de Alagoas

A Polícia Civil de Alagoas confirmou, nesta quinta-feira (17), que um motorista de aplicativo forjou o próprio sequestro e ateou fogo em seu veículo com o objetivo de receber R$ 50 mil referentes ao seguro do automóvel. O caso aconteceu em Maceió e ganhou repercussão nas redes sociais após comover internautas com uma história que, posteriormente, foi desmentida pelas autoridades.

Josivaldo dos Santos Silva relatou inicialmente ter sido abordado por três homens no bairro de Guaxuma, onde teria sido sequestrado, agredido com líquido inflamável e deixado dentro do carro em chamas. Ele chegou a registrar um boletim de ocorrência narrando o suposto crime. A história mobilizou doações via PIX de pessoas solidárias à sua situação, especialmente após virem à tona imagens de suas queimaduras de segundo grau nos braços e nas pernas.

Entretanto, a versão apresentada não resistiu à apuração da polícia. Com base em imagens de câmeras e depoimentos colhidos durante as investigações, foi descoberto que o próprio Josivaldo comprou gasolina em um posto de combustíveis, levou o carro até uma área de canavial e provocou o incêndio intencionalmente. Ferido pelas chamas, ele procurou as autoridades apresentando uma falsa narrativa.

Em depoimento, o motorista afirmou que estava em situação financeira crítica e alegou ter agido por desespero. Segundo ele, o carro estava prestes a ser retomado por falta de pagamento, e havia dívidas acumuladas com diversas instituições financeiras. A intenção era obter o valor do seguro para tentar amenizar os prejuízos financeiros.

Com a confirmação da fraude, Josivaldo será indiciado pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e comunicação falsa de crime. As penas, somadas, podem ultrapassar dez anos de reclusão. A seguradora responsável pelo automóvel será formalmente notificada e poderá mover ação judicial contra o motorista.

A Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) recomendou que todas as pessoas que realizaram doações ao motorista registrem boletim de ocorrência, presencialmente ou pela internet, para que a polícia possa intermediar a devolução dos valores. Até o momento, a defesa de Josivaldo não apresentou manifestação pública sobre o caso.

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