Relatório do governo norte-americano alega possível prática desleal em serviços de pagamento eletrônico
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, se tornou um dos meios preferidos pelos brasileiros. Com ampla aceitação e uso crescente, o serviço agora está no centro de uma polêmica internacional após ser citado em um relatório do governo dos Estados Unidos.
De acordo com uma pesquisa da Febrapan divulgada em setembro de 2024, o Pix conta com aprovação de 95% dos brasileiros. Além disso, 91% da população afirma utilizar o sistema no dia a dia. Com nota 9,0 em satisfação, ele superou outros métodos de pagamento, como cartão de débito (8,3), crédito (7,9), TED (6,4) e cheque (4,4).
Apesar do sucesso no Brasil, o Pix foi incluído pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) em uma lista de práticas consideradas potencialmente desleais em serviços financeiros digitais. O motivo seria a suposta proteção do mercado nacional contra concorrentes estrangeiros.
A investigação está relacionada às restrições impostas pelo Banco Central ao WhatsApp Pay, sistema de pagamentos da Meta, lançado em junho de 2020. O serviço foi suspenso pouco tempo depois por decisão do BC e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o que levantou críticas de que o Brasil estaria favorecendo o Pix e os grandes bancos nacionais.
Segundo o relatório do USTR, “o Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”.