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E.C. BAHIA

Rogério Ceni analisa estreia do Bahia na CONMEBOL Libertadores

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Foto: Letícia Martins / E.C Bahia

No Chile, o relógio parecia rodar mais rápido que o relógio da Fonte Nova. O Bahia entrou em campo contra o O’Higgins carregando aquele velho peso que todo tricolor conhece: a esperança temperada com o nervosismo. E, quando o árbitro apitou o fim dos 90 minutos, veio o 1 a 0 para os chilenos — um placar que, para muitos, poderia soar como uma sentença. Mas não para quem veste vermelho, azul e branco com o coração pulsando forte.

Rogério Ceni saiu mais do que técnico — saiu como um torcedor convicto de que a história ainda não acabou. Chamou o primeiro tempo de “desastroso”, como quem admite a frustração de ver o jogo escapar pelos dedos, mas também identificou naquele segundo tempo uma chama acesa. Porque futebol é isso: às vezes, a bola não quer entrar, mas a alma quer acreditar.

Ele explicou escolhas, mexeu nas peças e, com a voz firme, disse algo que todo apaixonado sabe de cor: este jogo ainda é uma página em branco, a ser reescrita na Fonte Nova. “Temos que estar preparados para reverter”, disse ele, pedindo mais do que tática — pedindo intensidade, energia e o calor da torcida que transforma arquibancada em 12º jogador.

E aí está a beleza do esporte: derrota momentânea não apaga a fé. O Bahia volta para casa com o desafio de virar a chave, olhar nos olhos do adversário e lembrar que, em futebol, o segundo ato costuma ser escrito por quem nunca desistiu. Tem Baianão no fim de semana? Tem. Mas a cabeça tem que estar em Rancagua, gonfiada de saudade dos gritos da Fonte Nova e na crença de que, quando a bola rolar no dia 25 de fevereiro, o Esquadrão vai entrar disposto a fazer a torcida cantar até a última gota de esperança.

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