Os coletivos pararam de circular após o protesto que acabou com um coletivo incendiado na região, na manhã de sexta-feira (14). A manifestação foi realizada depois que um jovem com deficiência mental, morador do bairro, foi morto por policiais militares.
De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), representantes da pasta vão se reunir com integrantes do Sindicato dos Rodoviários e da Polícia Militar para decidir quando os coletivos vão voltar a passar na rua.
O Sindicato dos Rodoviários informou que a reunião deve acontecer ainda nesta segunda, mas que não tem horário definido. O grupo deve ir até a Rua Joaquim Ferreira para avaliar se já há sensação de segurança, conforme os sindicalistas.
Jairo Pereira Figueiredo, 21 anos, foi morto por policiais militares dentro do condomínio que morava no Jardim das Margaridas, em Salvador, na quinta-feira (13). Ele residia no 2º andar do prédio e tinha o costume de descer e ficar em uma área dos fundos, local onde foi morto, segundo familiares.
A vítima tomava remédios controlados porque tinha problemas mentais. A família contou que os policiais o abordaram e depois o jogaram na mala. Depois disso, a família não avistou mais o jovem. Ao procurarem o rapaz no hospital, o encontraram morto.
A Polícia Militar informou, por meio de nota, que realizava ronda na localidade e foi recebida a tiros por suspeitos. Um deles, que seria Jairo, foi atingido e socorrido para o Hospital Menandro de Faria, onde não resistiu.