CAJAZEIRAS E REGIÃO
Boca de Brasa Cajazeiras recebe oficina de jogos de mesa todas as quartas

Quatro oficinas para criação de jogos de mesa serão realizadas no Espaço Boca de Brasa Cajazeiras, gerido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), durante as quartas-feiras deste mês de novembro, sempre das 10h às 12h. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas acessando o link: https://www.sympla.com.br/evento/arte-tecnologia-e-ludicidade-no-boca-de-brasa-cajazeiras/3142526.
Nos dias 5, 12, 19 e 26, serão apresentados no Boca de Brasa, localizado dentro do Mercado Municipal, conceitos de design de jogos para atividades lúdicas envolvendo pistas e enigmas, a partir de uma narrativa divertida, que busca incentivar a imaginação e a capacidade de contar histórias de jovens com idades a partir de 12 anos. O cenário do jogo é um mapa lúdico que será produzido de forma colaborativa de até 20 pessoas, com cerca de duas horas de duração.
De acordo com Silvani Neri, facilitadora das oficinas, a iniciativa foi pensada para atender jovens e adultos. “Consideramos ampliar a participação da faixa etária dos mais jovens porque, nessa idade (12 anos), alguns dos conceitos que utilizamos no design de jogos já são trabalhados em ambiente escolar.”
A educadora explica que o processo de criação de jogos tem uma relação direta com o desenvolvimento do raciocínio dos participantes, porque transforma o pensamento lógico em algo concreto, divertido e significativo.
“No processo de criar um jogo de pistas e enigmas, é fundamental organizar as ideias, pensar em sequências de ações, causas e consequências. Cada pista exige planejar um desafio, antecipar o entendimento do jogador e ajustar o nível de dificuldade, ativando o raciocínio lógico, analítico e o pensamento criativo. Além disso, ao testar o próprio jogo, o participante entra num processo de experimentar, errar, corrigir e melhorar, que é essencial para o aprendizado. Perceber padrões, relações espaciais, linguísticas e visuais ajuda a desenvolver uma mente mais flexível e estratégica. Então, mais do que brincar, criar jogos é aprender a pensar, a organizar o pensamento de forma lúdica, visual e colaborativa”, explica.
Silvani Neri destaca ainda que, ao criar os jogos, os participantes desenvolvem habilidades que vão muito além do entretenimento, aprendendo a pensar de forma estruturada, criativa e estratégica.
“Projetar um jogo de pistas envolve planejar, testar hipóteses, lidar com restrições e antecipar a experiência do jogador. Na prática, isso se reflete em várias situações do cotidiano: na escola, o jovem passa a organizar melhor suas ideias e compreender sistemas complexos. Em projetos ou no trabalho, ele aprende a colaborar, comunicar e resolver problemas reais de forma criativa. E o principal: fortalece sua autonomia e confiança ao conseguir transformar uma ideia em algo jogável, funcional e significativo.”


