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CAJAZEIRAS E REGIÃO

Ministério Público vai ser chamado para intervir em agressão à Pedra de Xangô

Moradores do bairro de Cajazeiras se reuniram neste domingo (30) para fazer a limpeza da Pedra de Xangô, monumento sagrado e tombado pela Prefeitura, que foi alvo de vandalismo na última sexta-feira (28). Foram jogados mais de 100 quilos de sal no local, que foi varrido com a ajuda da Limpurb.

Na próxima quarta-feira (02), as comunidades de terreiro de Cajazeiras programam um ato de desagravo, a partir das 9h, em protesto contra o crime.

De acordo com membros das comunidades de terreiros, o sal é um elemento que, para as religiões pentecostais, tem o poder de queima, de purificação. Toda a ação de limpeza foi acompanhada pelo Grupo de Trabalho Externo criado pela Secretaria de Cidade Sustentável (Secis), que acompanha o projeto de implantação do Parque em Rede Pedra de Xangô, o primeiro da América Latina.

Maria Alice Pereira da Silva, advogada responsável pela dissertação de mestrado a respeito da história da Pedra de Xangô e uma das idealizadoras do portal oficial do monumento religioso, afirmou, nesta segunda-feira (31), que uma petição será entregue ao Ministério Público da Bahia, com pedido de apuração do ato criminoso. Além disso, ela pede que sejam tomadas providências, tanto pela Prefeitura quanto pelo Governo do Estado, para o aumento da segurança no local.

“A sugestão é que sejam instaladas câmaras de monitoramento e que a Pedra de Xangô conte também com a ronda da Guarda Municipal e da Polícia Ambiental, já que também se trata de uma APA do município”, disse.

A agressão à Pedra de Xangô foi recebida com tristeza e indignação por parte do povo de Santo. “Nós fazemos um apelo para que a população respeite esse que é um patrimônio sagrado. Não vamos descansar enquanto houver essa intolerância e desumanidade. Esta é uma área deixada por nossos ancestrais para o culto aos orixás”, disse Baroci, do Ilê Axé Odé Ati Ya Rê.

Crimes

Ainda segundo Maria Alice, além de ato de vandalismo contra o patrimônio público, jogar sal no monumento é considerado crime ambiental, já que o elemento afeta o solo e o lençol freático, impedindo a reprodução de espécies.

“Foram violados os artigos 65 da Lei 9605/98 e 75 do decreto 6514/08, cujas penas vão de seis meses a um ano de reclusão e multa de até R$ 50 mil. E, o mais grave, houve o crime  de intolerância religiosa, Lei 9459 de 1997, cuja pena é de um a três anos de reclusão e multa. Este crime é inafiançável e imprescritível, ou seja, não cabe fiança e  o acusado pode ser punido a qualquer tempo”, destacou a advogada.

“Xangô é um orixá do fogo, é quente. O sal é frio. Está  evidente  a agressão. Ademais, ficou confirmada, com tal atitude, a forma desrespeitosa com que alguns segmentos tratam a religião afro-brasileira. Grave, lamentável, repugnante é mais essa agressão à Pedra de Xangô”, comentou Maria Alice.

A pesquisadora também alertou que, além do risco da repetição de atos de vandalismo como esse, há também o risco de invasões, como já acontece no entorno do monumento. “Infelizmente esta não é a primeira vez que esse tipo de crime é cometido contra a Pedra de Xangô. Em 08 de novembro de 2014 eles utilizaram a mesma prática. Na época, a Pedra ficou imersa em cerca de 200 kg de sal de cozinha e vários sacos plásticos em sua volta, da mesma forma que agora”, lamentou Maria Alice.

História

Maria Alice explicou que a Pedra de Xangô “possui mais de dois bilhões de anos e é um patrimônio cultural, geológico, simbólico e mítico da cidade de Salvador”. A palavra Xangô abrange o termo nas nações Ketu, Angola, Jeje e também os outros nomes como é conhecido o rochedo.

Em maio de 2017, a Pedra de Xangô foi tombada pela Prefeitura de Salvador, junto com uma área de 17 hectares localizada no entorno do monumento. A área, que é considerada sítio histórico do antigo Quilombo Buraco do Tatu, já havia sido oficializada como a primeira Área de Proteção Ambiental (APA), criada pela gestão municipal com base no novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (PDDU).

“A cartografia da APA Municipal Vale do Assis Valente e do Parque em Rede Pedra de Xangô busca garantir no PDDU uma parcela de direitos secularmente negados à população negra: o direito à cidade”, declarou a pesquisadora. Ainda segundo Maria Alice, “esse projeto é uma reivindicação do povo de Candomblé de Salvador. O projeto é da Prefeitura, mas o protagonismo é das comunidades”, concluiu Maria Alice.

informações do Correio

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Fala Cajazeiras lança Aplicativo voltado para o Comércio de Cajazeiras e região

Foi lançado em Cajazeiras o primeiro Aplicativo voltado exclusivamente para o Comércio da região. A nova ferramenta desenvolvida pelo portal de notícias Fala Cajazeiras que já está disponível na Playstore, vai facilitar e agilizar o acesso a informações sobre promoções e ofertas oferecidas pelos lojistas não só de Cajazeiras mais bem como de toda região.

O Novo App “Ache AQUI Cajazeiras” chega com o objetivo principal de movimentar a economia local e fortalecer o relacionamento entre o comércio e o consumidor.

A intenção do novo aplicativo “Ache AQUI Cajazeiras”,  é promover de forma fácil e objetiva através de uma interface simples e intuitiva a busca rápida de produtos e serviços, para quem antes passava horas pelas ruas do bairro buscando a melhor oferta agora tudo fica mais fácil, basta baixar o App “Ache AQUI Cajazeiras” e encontrar tudo em um único lugar.

Lançado no dia 16 de julho, o App já está disponível para download na Playstore, basta buscar por; Ache AQUI Cajazeiras e instalar no seu Smartphone. Em breve o novo App também estará disponível para IOS.

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Corpo é encontrado dentro de lixeira em Simões Filho

Um corpo foi encontrado dentro de uma lixeira na cidade de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador, neste domingo (21).

De acordo com a Polícia Militar, a vítima estava na Avenida Elmo Cerejo, na localidade de Ponto Parada, e foi encontrada por populares, que acionaram a PM, por volta das 10h. Uma equipe da 22ª CIPM foi até o local e constatou o fato.

Ainda não há identificação da vítima. Ainda conforme a PM, a área foi isolada e o Serviço de Investigação em Local de Crime (Silc) acionado para remoção do corpo e realização de perícia. O caso vai ser investigado pela Polícia Civil.

informações do G1

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Festival Coletivo do Pelc acontece neste sábado (20), no Ginásio de Cajazeiras

Coordenadores, agentes sociais e alunos do Projeto de Esporte e Lazer da Cidade (Pelc/BA) de 24 núcleos que atuam em Salvador, Alagoinhas, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Lauro de Freitas participarão do Festival Coletivo neste sábado (20), no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras, a partir das 14h.
A ideia do festival é oferecer gratuitamente, durante toda a tarde, atividades de esporte e lazer com os alunos e também ter a participação de moradores da comunidade de Cajazeiras. Na Bahia, o Pelc é executado pela Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego e Esporte (Setre), com apoio financeiro do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial do Esporte.
O programa Pelc está presente em 78 municípios do estado, dividido em 100 núcleos e beneficiando 35 mil pessoas com atividades gratuitas, há quase dois anos, de música, coral, teatro, artes, filmes/fotografia, capoeira, leitura infantil, recreação, caminhada, ginástica, dança, voleibol, handebol, futvôlei, basquete, futebol campo, futsal, karatê, judô, jiu-jitsu, hapkido, natação e canoagem.
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