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Quilombo mais Importante do país esteve em Cajazeiras; Revela historiadora

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Foto: Portal Fala Cajazeiras

“O quilombo do buraco do tatu era um dos mais organizados durante a escravidão no Brasil”, conta a professora Nelma Barbosa ao falar da conhecida região da Pedra de Xangô durante bate-papo sobre a construção de Cajazeiras. A conversa, que reuniu duas turmas de 1º ano do ensino médio na última sexta-feira (18), no Colégio Estadual Ana Bernardes, em Cajazeiras 6, situou os estudantes em diferentes aspectos da formação da identidade cultural do bairro.

O bate-papo, parte do Pré-Flin com o projeto Memória dos Bairros, do Centro de Memória da Bahia (CMB/FPC), teve fundamento nos dois anos e meio de pesquisa acadêmica de Nelma em torno da identidade negra de Cajazeiras. Seus estudos partiram das mobilizações e ataques à Pedra de Xangô, localizada na Avenida Assis Valente e conhecida também como buraco do tatu, pedra do ramalho, pedra da onça, entre outros nomes dados pela comunidade local. Os alunos percorreram toda a história do bairro desde a colonização, viram imagens antigas e do período da pesquisa e ao final, compartilharam sensações e experiências sobre os lugares citados.

O estudante de 1º ano do ensino médio, Rayan de Jesus Santos, de 15 anos, planeja estudar história e conta seu interesse pelas narrativas compartilhadas do bairro. “Eu sabia só um pouco da Pedra de Xangô, pelo que é publicizado, mas não sabia que lá tinha sido um quilombo, por exemplo. Foi muito gratificante saber que Cajazeiras é parte importante da história do Brasil”, disse.

Para a professora, dividir esses conhecimentos, contando com leveza as histórias da região, é uma forma de estimular a sensibilidade e a capacidade de criação dos jovens. “Quando o sujeito se percebe como inteiro, ele pode criar, recriar e reelaborar dentro da comunidade que ele vive. E mais: fazer essa conversa pode colaborar para uma visão mais solidária diante do lugar que eles moram, não só no sentido do orgulho de pertencer. Sendo inteiro se pode criar, sonhar e fazer coisas fantásticas!”, refletiu.

Pré-Flin – As oficinas seguem acontecendo até o início de novembro, com diversas atividades junto à comunidade local. Em outubro, ocorrem bate-papos e atividades educativas com crianças e adolescentes das escolas estaduais da região; oficina de foto-poesia e Campanha Leia e Passe Adiante, com distribuição de livros nas escolas. Além do aulão pré-ENEM sobre a História da Bahia na História do Brasil para jovens pré-vestibulandos.

Flin é abreviação do Festival Nacional Literário (Flin): Diversas Leituras & Novos Caminhos – projeto realizado pelo Governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria de Cultura (SecultBA), através da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA).  O Festival conta com a parceria das secretarias de Administração (SAEB), através da Superintendência de Atendimento ao Cidadão (SAC); de Comunicação (SECOM); de Educação (SEC); de Meio Ambiente (SEMA); de Saúde (SESAB), através da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (HEMOBA); de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), através do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SINEBAHIA) e da Superintendência  dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB); de Políticas para as Mulheres (SPM); de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI); de Tecnologia e Ciência (SECTI); de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) e de Turismo (SETUR),através da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), além da Defensoria Pública do Estado da Bahia; da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA), do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

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