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E.C. BAHIA

Saiba mais sobre Diego Dabove, novo treinador do Bahia

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Foto: San Lorenzo | Divulgação

O Bahia surpreendeu os torcedores e anunciou Diego Dabove como novo técnico do clube após a demissão de Dado Cavalcanti, na última segunda-feira, 16. O argentino, que irá comandar o Tricolor a partir da próxima semana, é o primeiro estrangeiro a ocupar o cargo desde 1979, quando o compatriota Armando Renganeschi esteve no clube.

Dabove é desconhecido por grande parte dos torcedores do Bahia, com sua curta carreira como treinador, iniciada em 2018 concentrando poucos trabalhos na Argentina. Esta será sua primeira experiência internacional.

Pensando nisso, o Portal A TARDE decidiu contar um pouco mais da carreira do treinador de 48 anos, que deixou os campos cedo, partiu para ser auxiliar e já como técnico conseguiu realizar bons trabalhos em times médios da Argentina.

A carreira

Diego Omar Dabove foi um goleiro de times pequenos da Argentina e que decidiu se aposentar aos 27 anos após uma lesão grave no ombro. Se manteve no futebol como treinador de goleiros e logo em seguida auxiliar de treinadores renomados como Miguel Ángel Russo, ex-Nestor Gorosito e Miguel Brindisi.

O treinador só conseguiu a sua primeira experiência em uma equipe profissional em 2018, quando assumiu o Godoy Cruz. Na ocasião, Dabove era o treinador do time B da equipe argentina e ascendeu.

Ele assumiu o clube em uma condição parecida com a do Bahia, na 11ª posição do Campeonato Argentino (Bahia é 13º). Na ocasião, Dabove oportunizou jovens, privilegiou o sistema defensivo e potencializou seu artilheiro Santiago Garcia. Nos últimos 16 jogos da Superliga 2017/2018 ele somou somou 12 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota. Teve o melhor ataque (31 gols) e a segunda melhor defesa (10 gols).

O desempenho levou o modesto Godoy Cruz ao segundo lugar do Campeonato Argentino, apenas dois pontos atrás do Boca Juniors, que se sagrou campeão. A equipe ainda disputou a Libertadores do ano segunte, sendo eliminada nas oitavas de final para o Palmeiras.

A receita se repetiu no Argentinos Juniors. Após um início de trabalho turbulento, assumindo o clube em más condições, Dabove evitou o rebaixamento e no ano seguinte investiu em uma equipe jovem, com solidez defensiva e um centroavante experiente. Terminou a Superliga na 5ª posição e garantiu mais uma vaga na Libertadores.

O desempenho chamou a atenção do San Lorenzo, que se tornou a nova casa do treinador em 2021. No entanto, em uma equipe com diversos problemas e ambiente ruim, Dabove não teve bom desempenho. Foi eliminada na terceira fase da Libertadores para o Santos e caiu após três jogos na Sul-Americana. Foram 20 jogos, com sete vitórias, seis empates e sete derrotas.

Estrangeiros no Bahia

O Bahia não é um clube que conta com um grande histórico de treinadores estrangeiros. Antes de Dabove, outros sete treinadores estrangeiros. O último deles foi Armando Renganeschi, em 1979.

Inclusive, um argentino pode ser considerado campeão brasileiro pelo Bahia. Em 1959, Carlos Volante assumiu o clube na final diante do Santos e conquistou a Taça Brasil. O treinador ainda permaneceu no Esquadrão até 1961.

Além destes, o Bahia também foi comandado por Dante Bianchi (1947-1950/1955-1956), pelo uruguaio Ricardo Díez (1954), o húngaro Janus Tatray (1967), o chileno Juan Herrera (1969) e Felitas Solich (1969-1972).

A escolha por um treinador fora do Brasil foi explicada pelo presidente do clube Guilherme Bellintani. “Buscamos um técnico em ascensão, moderno, de uma escola nova e com reconhecido trabalho de aproveitamento de jovens jogadores”, disse em nota oficial.

Um outro estrageiro estaá no comando do Bahia na próxima partida, diante do Grêmio, neste sábado, 21. O português Bruno Lopes, será o treinador de maneira interina. Dabove assume a equipe na próxima segunda-feira, 24, e irá estrear contra o Fluminense, na segunda, 30, no Maracanã.

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