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ESPORTE

Brasil pega o Paraguai nas quartas de final da Copa América

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Lucas Figueiredo/CBF

Com a conclusão da fase de grupos da Copa América hoje (24), ficou definido que o Paraguai será o adversário do Brasil nas quartas de final da competição, na próxima quinta-feira (27).

O Brasil chega ao confronto como o primeiro colocado do grupo A, com duas vitórias e um empate.

Já o Paraguai se classificou como um dos melhores terceiros colocados da competição, após empatar duas partidas e perder uma pelo grupo B.

Vale lembrar que, nas edições de 2011 e de 2015 da Copa América, o Brasil acabou desclassificado nas quartas de final pelo Paraguai.

*Fábio Lisboa é jornalista e comentarista esportivo dos programas da TV Brasil Stadium e No Mundo da Bola.

 

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ESPORTE

Libertadores volta a ter decisão 100% brasileira após 15 anos

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Foto: © Cesar Greco/Palmeiras/Direitos Reservados

Disputada pela primeira vez em 1960, a Libertadores só teve três finais entre times do mesmo país até hoje. A quarta será no próximo dia 30, entre Santos e Palmeiras, às 17h (horário de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro. O Peixe se classificou nesta quarta-feira (13), ao atropelar o Boca Juniors (Argentina). O Verdão avançou na terça-feira (12) ao superar o River Plate (Argentina) no placar agregado. Quinze anos depois, a decisão do maior torneio de clubes da América do Sul será 100% brasileira.

A primeira vez foi em 2005, quando se enfrentaram São Paulo e Athletico-PR. Como a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) avaliou que a Arena da Baixada (antes da reforma para a Copa do Mundo de 2014), em Curitiba, não tinha capacidade mínima para receber o jogo de ida, o Furacão teve de mandar o duelo no Beira-Rio. Após um empate por 1 a 1 em Porto Alegre, o Tricolor goleou no Morumbi, na capital paulista, por 4 a 0, e assegurou o tricampeonato sul-americano.

No ano seguinte, o São Paulo voltou à decisão continental, desta vez contra o Internacional. Diferentemente de 2005, o primeiro jogo foi no Morumbi, com vitória colorada por 2 a 1, em grande atuação do atacante Rafael Sobis. O empate por 2 a 2 no Beira-Rio deu aos gaúchos o primeiro título da Libertadores.

Em 2007, a Conmebol determinou que não poderiam mais ocorrer finais entre clubes do mesmo país. Por isso, nas semifinais daquele mesmo ano, apesar de estarem em lados opostos do chaveamento, Santos e Grêmio tiveram que se enfrentar antes da decisão.

A medida foi mantida até 2017. Um ano depois, o confronto valendo o título voltou a reunir dois times de uma mesma nação. Desta vez, os argentinos Boca e River. O jogo de ida, na Bombonera, terminou empatado em 2 a 2. Após um ataque de torcedores ao ônibus dos Xeneizes no caminho até o estádio Monumental de Nuñez, também em Buenos Aires, a partida de volta foi suspensa e levada para o Santiago Bernabeu, em Madri, na Espanha. Os Millionarios ganharam por 3 a 1 e ficaram com o título pela quarta vez.

A final entre Santos e Palmeiras será a primeira entre dois times de um mesmo estado do Brasil e também a primeira vez que a dupla se enfrenta em uma decisão no Maracanã. O Peixe tem oito títulos no estádio carioca: quatro Campeonatos Brasileiros (1962, 1964, 1965 e 1968), três Torneios Rio-São Paulo (1963, 1964 e 1997) e o Mundial de 1963. O Verdão ergueu duas taças no Maracanã: o Brasileiro de 1967 e a Copa Rio de 1951, competição que o clube pleiteia ser reconhecida como primeiro Mundial.

 

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E.C. BAHIA

Bahia adicionará cláusula anti-racismo em contrato com jogadores

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Jorge Rodrigues/ Agência Estado

O Bahia decidiu, nesta quinta-feira, 24, reintegrar o atleta Ramírez nas atividades do clube por não obter comprovação concreta de que ele tenha cometido injúria racial contra Gérson ou Bruno Henrique, jogadores do Flamengo, no jogo do último domingo, 20. 

Após o anúncio da reintegração, o time baiano lançou uma “Carta à sociedade”, na qual cita uma série de medidas preventivas para ajudar no combate ao racismo, à homofobia e à xenofobia. 

Nesse documento, destaca-se a inclusão de uma cláusula anti-racista, anti-xenofóbica e anti-homofóbica no contrato dos atletas. O texto não diz qual será a natureza da cláusula – se será de multa, recisão de contrato ou outro tipo de punição – e nem se será aplicada a todos os atletas. 

Além disso, a diretoria do clube também anunciou que vai encaminhar ao Conselho Deliberativo um projeto de inclusão de cotas raciais nas próximas eleições, além da implantação de um projeto chamado “Dedo na Ferida”, para conscientizar atletas profissionais em relação ao racismo estrutural.

 

Confira, a seguir, nota do Bahia na íntegra: 

 

PARTE 1 – O RACISMO E A SOCIEDADE

O racismo faz nosso país sangrar. Pela morte, pela dor, pelas portas fechadas, pela discriminação no mercado de trabalho, pela violência diária de todas as formas. O racismo entra pela fresta das casas, está nas ruas, nos supermercados, nas empresas e também no futebol. Segue impregnado por todos os lados. Combater o racismo é dever de todos: das organizações, dos governos e sobretudo das pessoas que historicamente se beneficiaram de uma estrutura social e econômica sustentada na branquitude e no racismo. O racismo é um fenômeno concreto e opera para além das estatísticas de expectativa de vida, acesso à saúde e garantias dos direitos fundamentais e dignidade humana. O racismo é persistente, gritante, barulhento e, por muitas vezes, silenciosamente cruel.

PARTE 2 – O BAHIA NO DEBATE RACIAL

Há três anos, através do Núcleo de Ações Afirmativas, o Bahia se tornou referência internacional na luta antirracista. As campanhas educativas do clube viraram tema de vestibular em universidades e de redação em escolas. Além das campanhas, o Bahia foi o primeiro time de futebol no mundo a lançar um programa de imersão para debater os aspectos estruturais do racismo. O “Dedo na Ferida” capacitou 484 pessoas em 15 organizações de 3 capitais brasileiras. Funcionários, diretores, conselheiros, torcidas organizadas, profissionais de imprensa, além de empresas de fora do esporte, participaram gratuitamente. Antes disso, homenageou personalidades negras do passado e do presente em suas camisas. Na divisão de base, o Bahia possui amplo programa de desenvolvimento humano tendo o combate ao racismo como tema principal. Há apenas 33 dias, abriu programa de trainee exclusivo para pessoas autodeclaradas pretas, ao todo com 305 candidatos, em outra inovação no futebol.

PARTE 3 – ACONTECEU COM O BAHIA? QUAL O SENTIDO DISSO?

O episódio do último domingo (20), com toda a sua repercussão e simbologia, nos revela que o combate ao racismo deve ser ainda mais aprofundado no nosso clube e no Brasil. O Bahia é um reflexo de uma sociedade que carrega o racismo em suas estruturas. A questão racial não pode servir de pano de fundo para uma disputa entre clubes e torcidas rivais. O racismo não veste uma só camisa. A postura antirracista deve ser constante e não apenas quando convém ao time que torcemos. No caso do Bahia, embora já venha perseguindo a luta antirracista, seria ingênuo acreditar que estaríamos imunizados a um fenômeno tão complexo e particularmente enraizado na sociedade brasileira. Ninguém está! Ser antirracista no Bahia não é apenas uma opção da presente gestão, mas uma obrigação institucional.

PARTE 4 – O QUE FAZER?

Os laudos das perícias em língua estrangeira contratadas pelo Bahia não comprovam a injúria racial e o clube entende que, mesmo dando relevância à narrativa da vítima, não deve manter o afastamento do atleta Indio Ramírez ante a inexistência de provas e possíveis diferenças de comunicação entre interlocutores de idiomas diferentes. O papel do Bahia é de formação e transformação, sempre preservando os direitos fundamentais e a ampla defesa. O atleta deverá ser reincorporado ao elenco tão logo os profissionais da comissão técnica e psicólogos entendam adequado.

O Futebol é reflexo de uma sociedade que, quando não nega o racismo, adere a um populismo punitivista que finge resolver o problema apenas punindo o agressor. Atos de discriminação racial não são “casos isolados”.

Portanto, por entender seu papel de entidade de interesse público, o Bahia se compromete publicamente a adotar um conjunto imediato de medidas estruturais:

  1. Inclusão de cláusula anti-racista, xenofóbica e homofóbica no contrato dos atletas.
  2. Proposta de criação de protocolo antidiscriminatório para jogos de futebol no Brasil.
  3. Implantação do projeto “Dedo na Ferida” para o elenco na pré-temporada. Não haverá jogador ou jogadora que vista a camisa do Bahia sem que tenha antes a oportunidade de obter acesso a uma imersão sobre racismo estrutural.
  4. Encaminhamento junto à mesa do Conselho Deliberativo do clube para incorporação de cotas raciais nas próximas eleições.
  5. Inclusão de espaço no Museu do Bahia dedicado ao combate e debate do racismo, xenofobia, sexismo e LGBTfobia e demais formas de intolerância.
  6. Apoio ao projeto de lei que Cria o Dia Nacional Da Luta Contra o Racismo no Futebol

Adicionalmente, o Bahia seguirá acompanhando os desdobramentos que ocorrerem fora das instâncias do clube, seja na Polícia Civil ou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Além de negros, somos nordestinos e conhecemos bem o poder do preconceito e da exclusão pela xenofobia. Diante disso e das provas constituídas, caberá ao atleta Ramírez decidir pela denúncia ou não quanto ao tema – e ao Bahia apoiar a decisão.

Desde o domingo à noite o Bahia procurou uma rede de apoio formada por lideranças ligadas a movimentos sociais de enfrentamento ao racismo como o Observatório de Discriminação Racial e instituições como a Defensoria Pública e o Ministério Público do Estado, com quem está construindo um Termo de compromisso antirracista. Entendemos que nesse momento é necessário incorporar o compromisso com a implantação real e perene da agenda antirracista. Desta forma, respaldo institucional e a experiência de tais atores deste processo consolida e qualifica as nossas decisões.

Muitas das ações propostas neste documento, dentre outras, estarão sendo instrumentalizadas, nos próximos dias em convênios, parcerias e termos de compromissos com a agenda de enfrentamento ao racismo. As decisões e propostas durante esse processo tiveram a colaboração dos voluntários do nosso Núcleo de Ações Afirmativas, professores e ativistas atuantes no debate racial nas universidades e nos movimentos sociais.

O Bahia segue como um clube atento ao seu papel de transformação e bem-estar social. O futebol não é um fim em si mesmo. É um agente que deve promover união, preservação do patrimônio cultural, lutas por igualdade e diversidade dentro e fora das quatro linhas.

Esporte Clube Bahia.

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ESPORTE

Gerson presta depoimento sobre acusação de racismo de meia do Bahia

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© Alexandre Vidal / Flamengo/Direitos Reservados

O volante Gerson, do Flamengo, prestou depoimento nesta terça-feira (22) sobre a acusação de injúria racial contra o meia Índio Ramirez, do Bahia, durante a partida entre as equipes no domingo passado (20), pela 26ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, no estádio do Maracanã. O camisa 8 rubro-negro compareceu à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), na região central do Rio de Janeiro. Ele esteve acompanhado pelo vice-presidente jurídico do clube, Rodrigo Dunshee de Abranches.

“Quero deixar bem claro que não vim só para falar por mim, mas também pela minha filha, que é negra, pelos meus sobrinhos, que são negros, pelo meu pai, minha mãe, meus amigos e por todos os negros que têm no mundo sobre o fato que aconteceu. Hoje, graças a Deus, tenho status de jogador de futebol, onde tenho voz ativa para falar e dar força para que outras pessoas que sofrem racismo ou outro tipo de preconceito possam falar também”, declarou Gerson, em vídeo divulgado pelo Flamengo no perfil oficial do clube no Twitter.

“O Flamengo está junto do Gerson, como está junto de todos os atletas do clube. Ele cumpriu o papel de cidadão e agora a questão está entregue à Justiça. A gente espera que ela seja feita”, emendou Dunshee, no mesmo vídeo.

O caso ocorreu após Ramírez marcar o primeiro gol do Bahia na partida de domingo, aos sete minutos do segundo tempo. Segundo Gerson, o meia teria dito a ele: “Cala a boca, negro”. A acusação foi registrada na súmula, apesar de o árbitro Flavio Rodrigues de Souza afirmar não ter presenciado o episódio. O duelo terminou com vitória rubro-negra por 4 a 3. Depois do jogo, o camisa 8 do Flamengo publicou um manifesto contra o racismo no Instagram.

Ramírez se defende

Em nota divulgada na segunda-feira (21) pela manhã, o Bahia comunicou o afastamento de Ramírez até o caso ser apurado. No mesmo dia, à noite, o clube publicou um vídeo a pedido do próprio jogador, com a versão dele sobre o ocorrido no domingo. O colombiano disse não falar bem português, negou ter sido racista com Gerson e afirmou ter pedido ao volante que jogasse “rápido”.

“Em nenhum momento fui racista com nenhum dos jogadores, nem com Gerson, nem com qualquer outra pessoa. O que passa é que quando fizemos o segundo gol, levamos a bola para o meio, para recomeçar o jogo rapidamente. Então, o [atacante] Bruno Henrique finge [sair jogando], eu saio a correr. Digo a Bruno: ‘jogue rápido, por favor, jogue sério’. Ele toca a bola para trás e o Gerson não sei o que me fala, mas eu não compreendo muito o português. Não compreendi o que me disse e falei: ‘jogue rápido, irmão’. Passo por ele, sigo a bola, não sei o que ele entendeu. Ele jogou a bola e passou a me perseguir sem eu entender o que se passava. Passei por trás dele, pois não queria entrar em briga com ninguém. Depois ele saiu falando que o tratei com um ‘cale a boca, negro’, em português, quando eu realmente não falo português, assim fluente. Estou há apenas alguns meses no Brasil e sobre ser racista, não estou de acordo, porque não é bem visto em nenhuma parte do mundo e sabemos que todos somos iguais. Em nenhum momento falei isso e menos ainda usei essa palavra”, declarou o atleta tricolor.

Edição: Caro

 

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