Já no domingo, outro homem foi achado morto no bairro da Calçada, também na capital.
Dois casais foram encontrados mortos no domingo em Salvador. O primeiro caso aconteceu no bairro do Costa Azul. Alfons Ludwig Boness, de 72 anos, foi morto a facadas pela companheira, Sônia Souza Soares, de 74, dentro de um quarto de motel. Ela se matou depois do crime.
Já no bairro de São Cristóvão, outro casal foi achado morto com marcas de tiros dentro de um supermercado, na tarde de domingo. Informações preliminares apontam que o segurança de uma empresa terceirizada que presta serviço à rede de supermercados teria atirado contra a namorada e depois se matado.
De acordo com a SSP, as mortes de Alfons Boness e da mulher no supermercado são contabilizadas como homicídios. Já os suicídios não entram no boletim, pois a SSP segue a nomeclatura de CVLIs (homicídio, latrocínio e lesão dolosa) do Ministério da Justiça.
Entre os dias 9 e 10 de junho, 29 pessoas foram assassinadas em Salvador e região metropolitana. Segundo a SSP-BA, o número foi “atípico” e ficou muito acima da média que costuma ser registrada nos finais de semana.
Nos dois dias, todas as vítimas assassinadas foram homens. O perfil de mortes violentas no estado coincide os dados nacionais divulgados no Atlas da Violência, que apontaram que os jovens são grandes vítimas das mortes violentas do país.
De acordo com o Atlas, se levados em conta os dados apenas de homens jovens assassinados de 15 a 29 anos, a taxa de homicídios é de 280,6 para cada grupo de 100 mil habitantes. Em dez anos, de 2006 a 2016, o levantamento mostrou que 324.967 jovens foram assassinados no Brasil.
Por meio de nota, a SSP-BA disse que dos 29 casos registrados, em 11 as vítimas tinham passagens pela polícia. O órgão ainda disse que em outros 10 as mortes têm relação com o tráfico de drogas.
A SSP-BA disse também que, em algumas situações, as mortes aconteceram “pelo uso excessivo de bebidas alcoólicas, gerando discussões por motivos fúteis e posteriores brigas”.
