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POLÍTICA

Conheça os 43 vereadores eleitos para a Câmara Municipal de Salvador

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Foto: Antonio Queirós

Os vereadores que vão ocupar as 43 cadeiras na Câmara Municipal de Salvador na 19ª Legislatura (2021-2024) foram eleitos domingo (15). Dezoito são novos nomes e 25 são vereadores reeleitos. A eleição representa uma renovação de aproximadamente 42% na Casa. Conforme o Regimento Interno, a posse dos vereadores acontece no dia 1º de janeiro de 2021 e a eleição da Mesa Diretora no dia 2 de janeiro.

Confira os vereadores eleitos:

Alexandre Aleluia (DEM) – reeleito 
Anderson Ninho (PDT)
André Fraga (PV)
Augusto Vasconcelos (PCdoB)
Carlos Muniz (PTB) – reeleito
Cátia Rodrigues (DEM) – reeleito
Cláudio Tinoco (DEM) – reeleito

Cris Correia (PSDB)
Daniel Alves (PSDB)
Daniel Rios (Patriota) – reeleito
Débora Santana (Avante)
Dr. José Antônio (PTB)
Duda Sanches (DEM) – reeleito
Edvaldo Brito (PSD) – reeleito

Emerson Penalva (Pode)
Fábio Souza (Solidariedade) – reeleito
George Gordinho da Favela (PSL)
Geraldo Júnior (MDB) – reeleito
Hélio Ferreira (PC do B) – reeleito
Henrique Carballal (PDT) – reeleito
Ireuda Silva (Republicanos) – reeleito

Irmão Lázaro (PL)
Isnard Araújo (PL) – reeleito
Joceval Rodrigues (Cidadania) – reeleito 

Júlio Santos (Republicanos)
Kiki Bispo (DEM) – reeleito
Laina Pretas por Salvador (PSOL)
Luiz Carlos (Republicanos) – reeleito
Luiz Carlos Suíca (PT) – reeleito
Marcelle Moraes (DEM) – reeleito

Marcelo Maia (PMN)
Maria Marighella (PT)
Marta Rodrigues (PT) – reeleito
Maurício Trindade (MDB) – reeleito
Paulo Magalhães Júnior (DEM) – reeleito

Ricardo Almeida (PSC)
Roberta Caires (Patriota)
Sabá (DC) – reeleito
Sandro Bahiense (Patriota)
Sidninho (Pode) – reeleito
Silvio Humberto (PSB) – reeleito
Téo Senna (PSDB) – reeleito

Tiago Ferreira (PT)

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POLÍTICA

Lideranças religiosas pedem impeachment de Bolsonaro

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Lideranças religiosas apresentaram, nesta terça-feira (26), um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Mais de 370 pessoas, de diferentes movimentos, assinaram o documento

Segundo a denúncia, Bolsonaro teria praticado um conjunto de transgressões “em diversas áreas de ação governamental, decisivas na perpetração de um pernicioso processo de esvaziamento de políticas públicas de inspiração constitucional, assim como de subversão de diretrizes constitucionais relacionadas com direitos focados principalmente na área da saúde pública.”

O texto afirma que “além da desarticulação do Sistema Único de Saúde, que já vinha sendo posta em prática no primeiro ano de gestão, a pandemia escancarou o desprezo do atual governo pela proteção à saúde da população e evidenciou condutas criminosas”, que seriam “agressões diretas aos direitos fundamentais.”

O pedido de impeachment cita que, desde a chegada da pandemia ao país, o presidente minimizou o problema. O texto prossegue, dizendo que “diante da mais grave crise de saúde pública da história do país e do planeta, o presidente da República, irresponsavelmente, oscilou entre o negacionismo, o menosprezo e a sabotagem assumida das políticas de prevenção e atenção à saúde dos cidadãos brasileiros.”

O documento também menciona a justificativa dada por Jair Bolsonaro, de que não poderia agir de forma mais contundente por decisão do Supremo Tribunal Federal de delegar poder decisório a estados e municípios. Segundo o pedido de impeachment, essa justificativa é “mais uma tentativa de fugir à sua responsabilidade.”

Política genocida
As lideranças religiosas classificam a política do governo federal de genocida e responsável pelas mais de 200 mil mortes por Covid no país, e consideram a postura do presidente no debate sobre a vacina “a pá de cal que faltava sobre a total irresponsabilidade, negligência, desdém com que trata a pandemia”.

Por esses e outros pontos, o grupo considera que Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade contra a probidade da administração, conforme a lei 1.079/50.

O bispo Maurício José Araújo de Andrade, da Câmara Episcopal da Igreja Anglicana do Brasil, acusou o governo de negligência com a Criação.

“Nós estamos vivendo um momento de negligência para aquilo que é o objetivo principal de um governo, que é atender às situações necessárias e fundamentais da vida. Quando falta oxigênio, nós estamos dizendo que estamos perdendo o controle e, sobretudo, o zelo com a Criação.”

A pastora Romi Márcia Bencke, secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, falou em ausência total de iniciativas por parte do governo para diminuir os impactos da pandemia.

“Essa ausência total de política a gente consegue acompanhar agora no município de Manaus. Uma região inteira, a região amazônica, que está morrendo sufocada, e a gente sabe que esse sufoco é o sufoco do país inteiro, que nesse momento tem a sua população abandonada”, disse.

Daniel Seidel, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chamou atenção para os principais afetados pela pandemia.

“São as pessoas mais vulneráveis que estão sendo afetadas. Por isso, é urgente para o nosso país se libertar dessa política que promove a morte. E, para isso, nós estamos utilizando o instrumento, o remédio que tem base na Constituição brasileira, tem base legal, para que possamos obter desta Casa, para que possam atender esse clamor das várias organizações.”

Defesa
Aliado do presidente, o deputado Bibo Nunes (PSL-RS)  minimizou as acusações.

“Vejo com muita naturalidade um grupo de religiosos ligados à CNBB, que todos sabem que é de esquerda, criticarem, pedirem o impeachment. Não vejo problema algum, porque vou esperar o que de quem é contra o governo, de quem é tradicionalmente de esquerda? Sem problema algum, façam mais um pedido, coloquem na fila, que vai dar em nada”, afirmou.

O pedido de impeachment foi apresentado em nome das lideranças e não das entidades religiosas, e foi protocolado eletronicamente.

Caberá ao novo presidente da Câmara, a ser eleito na próxima semana, decidir se dará ou não prosseguimento a um pedido de impeachment.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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POLÍTICA

48% consideram o desempenho de Bolsonaro diante a pandemia como ruim ou péssimo, aponta Datafolha

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Sérgio Lima/AFP

O Instituto Datafolha divulgou ontem, 24, uma pesquisa que indica que 48% dos entrevistados consideram o desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante da pandemia de coronavírus ruim ou péssimo. Em um mês, o indicativo aumentou 6 pontos percentuais. 

Em contrapartida, 26% avaliam as ações de combate à Covid-19 do presidente boas ou ótimas. Esse índice caiu 4 pontos percentuais de dezembro para cá. 

Sobre as quase 220 mil mortes causadas pelo coronavírus no Brasil, 47% consideram que o presidente não tem culpa nenhuma; 39% acreditam que o gestor não é o principal responsável; 11% acham que o chefe de Estado é o maior causador. Não souberam responder 2% dos interrogados. 

A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 21 de janeiro com 2.030 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

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POLÍTICA

‘Estão soprando novos ventos na política da Bahia’, diz Neto, em entrevista exclusiva

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Foto: Reprodução

Ao longo dos últimos oito anos, o ex-prefeito ACM Neto (Democratas) dedicou sua vida para comandar a prefeitura de Salvador. Agora, após passar o bastão para o seu sucessor Bruno Reis, ele fala, com exclusividade para o A TARDE, sobre o orgulho que tem do trabalho e das entregas feitas na cidade. Nessa primeira entrevista após deixar o mandato, Neto diz que se desligou “inteiramente das atividades administrativas” e que já mudou o chip. Sua prioridade agora será percorrer a Bahia e construir sua candidatura ao governo, além de se dedicar às causas nacionais, como presidente do Democratas. “Eu vou dedicar boa parte do meu tempo para viajar pela Bahia”, disse ele, ao enfatizar que “não há dúvida que estão soprando novos ventos na política” do estado. E completa: Não há eleição fácil. “Em qualquer circunstância o senador Jaques Wagner é um candidato competitivo”. Confira:

Passados oito anos como prefeito de Salvador, uma rotina nova, projetos novos… Como tem sido esse recomeço para ACM Neto?

Bom, Osvaldo, interessante, porque o meu mandato foi vivido intensamente até o último instante. Eu trabalhei até o dia 31 de dezembro num ritmo super acelerado. Aí no dia primeiro de janeiro muda o chip, tira o chip de prefeito e agora entra o chip de presidente nacional do Democratas, de liderança política que começa a articular um trabalho na Bahia e no Brasil. Posso te dizer que eu estou muito tranquilo. É claro que a rotina não é a mesma, porque quando você está na Prefeitura você acaba tendo uma pressão 24 horas por dia. Nesses primeiros dias de janeiro pelo menos eu consegui ter os finais de semana livres ao lado da minha família, pude descansar um pouco, mas a gente já começou a trabalhar, comecei a fazer as viagens para o interior. Essa semana agora já vou à Brasília participar e acompanhar as articulações para a eleição da Câmara dos Deputados e para o Senado. Já comecei a organizar toda uma programação do que será o meu trabalho aqui na Bahia nesses próximos dois anos, já estou com minha equipe e a gente já está, portanto, colocando a mão na massa. Eu não consigo ficar muito tempo parado, não me programei ainda para tirar férias.

Que sentimento você alimenta por todo trabalho feito em prol da população e em prol da cidade?

Um sentimento de muito orgulho. Sentimento do dever cumprido. Eu digo sempre, aliás falei bastante isso a Bruno: Bruno, muito melhor do que você começar com reconhecimento popular, do que você começar forte em termo de respaldo com as pessoas, é você acabar dessa forma. Então eu senti muito mais prazer, muito mais alegria no término do meu mandato do que mesmo quando venci as duas eleições em 2012 e 2016. A gente sabe que a lógica do Brasil é que o prefeito depois de dois mandatos de 8 anos sai desgastado, com muitas cobranças, a cidade com várias situações difíceis. E no meu caso foi ao contrário, a gente foi numa crescente e eu consegui fazer um segundo mandato ainda melhor do que o primeiro, tendo cumprido as nossas promessas, tendo atendido as expectativas da população de Salvador. É um orgulho grande saber que eu pude transformar a cidade.

Qual será o maior gargalo e a maior dificuldade que Bruno vai ter a partir de agora no comando da Prefeitura de Salvador?

Primeiro, deixando muito claro que sempre nós tivemos a compreensão, eu e Bruno, de que esse seria um governo de continuidade, mas seria um novo governo, um governo diferente. Então, um prefeito diferente, um governo diferente. Eu quando deixei a Prefeitura no dia primeiro, me despedi da minha equipe, me despedi do próprio Bruno, aí eu disse a ele: irmão, agora é com você, jogue duro, siga em frente, confio em você. E, de lá para cá, a gente até se falou algumas vezes, sempre ele me ligando para ouvir algum conselho, mas eu me desliguei inteiramente das atividades administrativas, porque uma coisa tem que ficar muito clara: Bruno é o prefeito e tem capacidade de gerir a cidade, tomar conta da cidade. Montou uma boa equipe, e aí você percebe, de um lado manteve vários quadros que já trabalhavam comigo, então a lógica do governo, do time que ele montou respeita esse lado de continuidade que era um desejo da população, mas do outro lado também renovou, trouxe gente nova, mexeu nas estruturas, o que eu acho muito positivo, porque depois de 8 anos, é claro que é preciso ter mudança. Então Bruno vai conseguir implementar essas mudanças. Agora, ele já assume com desafios grandiosos, assuntos espinhosos, muitos problemas para enfrentar, e eu diria que todos derivam de uma só coisa que é a pandemia. Tem a questão da saúde, mas tem também todo o rebatimento em outras áreas essenciais para a vida da cidade, a exemplo da Assistência Social, o impacto que isso traz para os mais pobres, a educação, porque infelizmente não vai dar para esperar a vacina no braço de todo o mundo, ou seja, a imunização de todos para voltar a educação. Vai ter que voltar antes. Nós já perdemos 2020, não dá para perder também 2021 e esse é um desafio do Bruno. O terceiro desafio que eu apontaria como importantíssimo é o do transporte público. Eu sei que ele está pessoalmente dedicado a isso, ainda na minha gestão nós colocamos R$105 milhões para o transporte público de Salvador não parar. Existe uma das bacias que está sob intervenção, essa intervenção acaba em março, e ele está preparando uma solução, uma saída para que essa intervenção não seja prorrogada e o transporte tenha uma solução mais definitiva.

Será praticamente impossível evitar as comparações entre os dois governos...

Na verdade, é um grande desafio, mas por outro lado Bruno tem uma máquina que está “azeitada”. Ele herdou uma Prefeitura com R$1,6 bilhões em caixa, com mais de R$2 bilhões de operações de crédito contratadas e portanto recursos que ele vai poder tocar, obras e projetos, e mais do que isso, Bruno conhece a cidade e conhece a máquina administrativa de Salvador. Então não tenho dúvida que ele está preparado sim e as comparações, que são naturais, aos poucos vão deixando de existir, primeiro porque ACM Neto jamais ficará como viúva de oito anos de governo. Eu já mudei meu chip, já estou pensando em outras coisas, já estou fazendo outras coisas, e deixei muito claro que não vou ser sombra, aliás, eu dizia isso antes da eleição, não esperem de mim continuar querendo exercer a Prefeitura, não esperem de mim um terceiro mandato, isso está claro. O prefeito é Bruno e quem decide é ele, quem está na linha de frente é ele, eu mudei a minha pauta. Eu acho que isso ajuda também a mostrar claramente que a realidade agora é outra, que nós temos um novo prefeito que com certeza vai ter qualidades e defeitos como todos nós, mas vai ser um bom prefeito para a cidade.

Já iniciou uma série de visitas ao interior. Esse é o começo da pavimentação da sua candidatura ao governo em 2022?

Veja, eu não vou aqui de maneira alguma deixar de dizer a você que o mais provável é que eu dispute o governo do estado em 2022. Agora eu quero transformar isso em algo absolutamente natural. Uma candidatura a governador não pode ser apenas fruto de uma vontade pessoal, de um desejo meu. Ela tem que ser fruto sobretudo de uma vontade dos baianos. Então eu quero transformar isso em algo natural. Esses últimos oito anos, eu tive a minha vida praticamente dedicada a Salvador. Eu, é claro, como uma liderança política, jamais me distanciei do interior, jamais deixei de fazer visitas ao interior, porém o meu foco, a minha atenção, a minha energia estavam concentrados para Salvador pelo meu trabalho como prefeito. Agora a realidade é outra, a prioridade para a minha agenda neste ano de 2021 é o interior. Eu vou dedicar boa parte do meu tempo para viajar pela Bahia. Nesse primeiro momento as nossas viagens têm como objetivo ajudar prefeitos que acabaram de assumir, eu com 8 anos de experiência na Prefeitura de Salvador, eu acumulei muito conhecimento. E eu acho que eu tenho a obrigação de dividir isso com prefeitos que estão chegando e que querem acertar. Nós vamos traçar um plano regionalizado onde a gente possa observar os aspectos socioeconômicos de cada região. Eu quero, inclusive, buscar a colaboração de técnicos e de pessoas do Brasil inteiro para apresentar uma proposta para a Bahia, e aí a gente vai, é claro, passar o ano de 2021 todo debatendo o estado, discutindo a situação de cada localidade da Bahia, não só para ter um diagnóstico completo da realidade, mais do que isso, para a gente poder ter propostas, projetos, ideias novas que pautem um debate pensando em 2022. Agora candidatura ao governo, isso vai acontecer na hora certa, se for algo natural e lógico que ocorra.

Que avaliação você faz desses seis anos do governo Rui Costa e os 14 anos de PT no poder? Há uma fadiga no partido?

Olha, não há dúvida que estão soprando novos ventos na política da Bahia. E o que mais pode confirmar o que estou dizendo aqui foi o resultado da eleição no ano passado, com um grande êxito para os candidatos de oposição, nós ganhamos prefeituras importantíssimas em toda a Bahia. Quer dizer, quando a gente olha ali as 50 maiores cidades, nós ganhamos metade dessas 50 maiores cidades, estamos governando os quatro maiores colégios eleitorais do Estado, hoje são administrados por prefeitos vinculados ao nosso campo político. Olha, eu não sou do tipo de pessoa que aponta o dedo para um adversário e apenas enxerga críticas ou problemas. Não, eu consigo ver pontos positivos e consigo ver pontos negativos. Se você me perguntar: esses seis anos do governador Rui Costa ou os 14 anos de PT na Bahia, foi tudo errado? Não. Existem coisas que foram certas, existem decisões que foram adequadas. E aquilo que foi certo, caso a gente venha governar a Bahia no futuro, será mantido, será preservado. Nós não temos esse problema. Agora, eu olho a Bahia e aí eu destacaria três pontos mais importantes, se eu pudesse tocar em coisas que eu acho que precisam mudar: por um lado, a educação, depois o fortalecimento da economia e depois a segurança pública.

O senador Jaques Wagner é um candidato competitivo, que coloca seu plano de alcançar o governo do estado em risco?

Olha, vamos lá, primeiro lembrando que eu ainda não sou candidato a governador. Então muito cuidado eu tenho que ter quando respondo essa pergunta tão inteligente sua, mas eu preciso ter esse cuidado para deixar isso claro. Segundo, é óbvio que o senador Jaques Wagner, em qualquer circunstância, será um candidato forte e competitivo. Duas vezes governador da Bahia, senador da República, só isso já o credencia a ser um candidato competitivo. Imagine se eu teria o direito de dizer algo diferente, não tenho. Pelo contrário, conhecendo a política como eu conheço, sei que caso o enfrentamento em 2022 se dê entre o senador Jaques Wagner e eu, por exemplo, vai ser uma disputa bastante acirrada. Então em qualquer circunstância o senador Jaques Wagner é um candidato competitivo. Eu aqui não estou elogiando e nem criticando o Jaques Wagner, estou apenas falando objetivamente. Pela posição que ele ocupa hoje, pelo que ele já exerceu como governador duas vezes, é claro que é um nome conhecido, é um nome que tem hoje o conhecimento da Bahia, e, portanto, óbvio, é um nome competitivo.

Como presidente Nacional do Democratas, como estão as conversas e o que há realmente de verdade nessa articulação para tentar convencer o apresentador Luciano Huck a ser candidato a Presidente da República?

Vamos lá. Primeiro, Luciano é hoje um querido amigo, eu tenho uma relação muito próxima dele, conheço Luciano. As pessoas, a grande maioria dos brasileiros conhecem o Luciano Huck da televisão, o apresentador que é bastante conhecido porque tem ali uma grande vitrine que é o seu programa de televisão. Eu não. Eu conheço o homem Luciano Huck. Um cara que tem espírito público, que conhece o Brasil e quer ajudar o país. É um sujeito diferenciado. Se cercou de cabeças muito importantes, ou seja, tem uma rede de relacionamento que permite construção diferente do que a gente está acostumado a ver no dia a dia. Então é um cara que tem ideias, que gosta de discutir ideias, enfim. Agora, o que é que tem de verdade em Luciano Huck ser candidato a Presidente da República pelo Democratas? Nesse momento nada. Nesse momento não existe isso. Luciano Huck vai ser candidato a Presidente da República? Eu não sei. Só quem pode responder isso é o próprio Luciano Huck. Caso ele decida ser candidato a Presidente da República, será pelo Democratas? Também não sei. Porque essa discussão nunca existiu. Então não há essa conversa na pauta, eu converso muito com ele sobre o presente, sobre o futuro do Brasil. Agora não tratamos se ele será ou não candidato a Presidente, caso seja, se será ou não pelo Democratas. O que eu posso dizer é que Luciano Huck é um cara que tem muito a contribuir com a política brasileira. Eu acho. Eu estou falando por mim, não estou falando por ele. Agora, sendo candidato ou não sendo. Candidato a quê? Quando? Então essas respostas todas só quem poderá dar é o próprio Luciano Huck.

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