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CAJAZEIRAS E REGIÃO

Olívia Santana defende que a Pedra de Xangô vire Patrimônio Imaterial

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O reconhecimento da Pedra de Xangô como patrimônio cultural imaterial da Bahia é o que defende a deputada Olívia Santana (PC do B) em projeto de lei apresentado na Assembleia legislativa da Bahia (ALBA). Localizada no bairro de Cajazeiras, em área considerada remanescente de quilombo, a Pedra de Xangô tem grande importância histórica. “O local é considerado sagrado para as religiões de matriz africana e recebe diariamente dezenas de pessoas, que ali depositam oferendas, realizam cânticos, encontros culturais e políticos”, observou Olívia, ao justificar a proposição.
Para ela, a Pedra de Xangô já é um patrimônio cultural, geológico, simbólico, mítico da cidade de Salvador, símbolo da luta dos escravos pela libertação. “Ali se reuniram os negros no período colonial para organização do quilombo conhecido por Buraco do Tatu”, contou ela, no documento.
 Olívia Santana lembrou que, em 2015, o local foi alvo de atos de intolerância religiosa, com destruição de oferendas, pichações e violação dos símbolos sagrados dos adeptos do candomblé, mobilizando povos de vários terreiros de toda a Bahia na defesa desse patrimônio sagrado. Mas em 2017, acrescentou, a Pedra de Xangô foi reconhecida como patrimônio cultural da cidade de Salvador e como geossítio de relevância nacional pela Serviços Geológicos do Brasil (CPRM).
 “Há muito, a comunidade de Cajazeiras, busca o reconhecimento e a proteção da área onde se localiza a Pedra de Xangô, uma preocupação com o sagrado, o patrimônio cultural, o lugar, o meio ambiente, as relações étnicas-sociais que marcam a luta dos que tentam protegê-la de vandalismos e das depredações recorrentes”, contou a autora do projeto. “Assim, por toda a relevância social, histórica, étnico-racial e religiosa, pela identidade com a cidade de Salvador e com todo o Estado da Bahia, é que propomos o reconhecimento da Pedra de Xangô como patrimônio cultural imaterial”, concluiu.
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