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Parque da Pedra de Xangô pode colocar Cajazeiras na Rota do Turismo Baiano; Veja

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Dona de um simbolismo cultural e religioso de fundamental importância para a identidade cultural de Salvador, a Pedra de Xangô está envolvida por uma vegetação remanescente de Mata Atlântica, que reforça o caráter sagrado do local. Além da preservação do patrimônio, a proposta para a construção do parque atende a uma forte mobilização da sociedade civil, especialmente dos estudiosos e adeptos das religiões de matriz africana.

Em janeiro de 2017, a área onde está situada a Pedra de Xangô, se tornou a primeira Área de Proteção Ambiental (APA). A área preservada de mais de 17 hectares integra o novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (PDDU) sendo a primeira APA definida pela poder executivo municipal.

Com o construção do novo Parque da Pedra de Xangô, Cajazeiras que é citada como o maior Complexo Habitacional da América Latina, ganha um novo espaço cultural e religioso com uma arquitetura de auto padrão, condições que favoressem o bairro a entrar na rota do turismo baiano chamando a atenção para a tradicional Caminhada da Pedra de Xango que acontece anualmente no local.

Projeto Com ações de edificação, pavimentação e drenagem, o projeto desenvolvido pela FMLF busca criar um suporte adequado e uma espacialidade flexível, que possa adequar-se aos diversos formatos possíveis. Haverá um espaço destinado para exposições com elementos simbólicos das religiões de matrizes africana e indígena, trilhas a céu aberto e anfiteatro, tudo com o uso de materiais de baixo impacto ambiental e de alto valor ecológico.

Também estão previstos auditório, área administrativa, sanitários e estabelecimentos comerciais voltados para o parque. Além disso, o projeto propõe trazer de volta o espelho d’água que circundava a pedra. A pesquisadora e autora do livro “Pedra de Xangô”, Maria Alice Pereira, afirmou que a urbanização do parque é uma luta é do povo de santo e do povo negro da cidade.

“A Pedra de Xangô é mais um passo para tirar da invisibilidade uma área de remanescente de quilombo, morada dos índios tupinambás, dos orixás, dos loguns, inquices e caboclos encantados. Uma área remanescente de Mata Atlântica, uma pedra com mais de dois bilhões de anos, um patrimônio geológico de relevância nacional com alto valor turístico e científico. Estar aqui hoje é comemorar tudo isso”, celebrou.

O presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro, relatou que a luta dos povos de santo para a preservação do monumento natural foi iniciada em 2004, época da tentativa de demolição da pedra, e ressaltou a importância da iniciativa da Prefeitura.

“Além de todo o legado cultural, religioso e histórico que será preservado neste sítio, também teremos uma nova área de lazer com toda a infraestrutura e deslocaremos um turismo para um outro ponto da cidade, movimentando assim o comércio local. Estamos muito felizes com mais essa vitória”.

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