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Secretário confirma que modelo do BRT não comporta trilhos no futuro

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, confirmou, na tarde de hoje (14), que o modelo do BRT (Bus Rapid Transit) de Salvador não pode comportar trilhos no futuro e não há como o modal ser adaptado para virar um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) ou até mesmo monotrilho, posteriormente.

“Não tem como botar trilho, porque nós entendemos que ali não dá para botar trilho. O trilho não permite que se possa sair [do percurso] para buscar o passageiro. Aquele local da cidade [onde ficará o BRT], eu estou falando da Lapa e do Iguatemi, passam 340 mil pessoas por dia e são 68 linhas de ônibus. Aquele local da cidade é a maior origem e destino do transporte público da cidade de Salvador. Por isso que está esse transporte de massa [o BRT] ali”, justificou, em entrevista à Rádio Metrópole.

A proposta do BRT da capital baiana foi criticada pelo governador Rui Costa (PT) por não permitir ser adaptado para um modal mais moderno. O petista também disse que o projeto é “muito feio”. “Isso é estranho, muito estranho, porque dois dos sete BRTs da cidade são feitos em parceria com o governo da Bahia. […] O que é defasado para a prefeitura passa a não ser quando ele [Rui Costa] faz. Ele deveria ter botado trilho na linha vermelha e na linha azul, e não fazer o projeto do BRT”, cutucou.

Segundo Mota, a prefeitura preferiu o BRT ao VLT por ser 15% mais barato. “Do recurso das obras, apenas 22% é por BRT, o resto é para obras de infraestrutura para micro e macrodrenagem. Independentemente de qual fosse o sistema, que nós pudéssemos implantar na Avenida Juracy Magalhães e na ACM, teriam que ser feitos os viadutos e teria que ser feita a macro e microdrenagem”, salientou.

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