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EDUCAÇÃO

Curso da Prefeitura para o Enem termina em novembro

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Acesso a laboratório, biblioteca, material didático, salas climatizadas, professores qualificados, simulados e ambiente virtual são alguns dos benefícios que os 365 estudantes participantes do programa IngreSSar estão tendo, desde que começaram a ter aula em dois cursos preparatórios de qualidade, em julho. A estrutura está permitindo melhor preparo para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio, a ser aplicado em novembro.

Para Gibson Lima, de 21 anos, que sonha em fazer bacharelado em História, a oportunidade de cursar o Pré-Enem tem sido um divisor de águas em sua trajetória de estudante. “Eu vi nesse programa a oportunidade de conseguir uma boa nota no Enem e de entrar no Ensino Superior. Eu já tinha feito o exame outras duas vezes e não tinha obtido êxito, mas esse ano acredito que terei um bom resultado. Na escola pública deixamos de ver muitos assuntos que aqui são abordados muito bem. É um ótimo projeto que está abrindo portas”.

Ao lado dele, Paulo Monteiro, de 19, dedica tempo e esforço para aproveitar ao máximo o conteúdo do cursinho. A rotina dele se inicia às 7h com as aulas do preparatório e só termina às 18h, quando a monitoria disponibilizada no contraturno chega ao fim. O adolescente tem dedicado até mesmo alguns fins de semana para a realização de simulados. “A oportunidade é ótima porque eu não tive um bom Ensino Médio na escola pública e aqui estou tendo bom desempenho, nova forma de estudar e estou ganhando força para alcançar o meu objetivo na prova, uma média suficiente para ingressar na graduação de matemática”, diz.

O Ingressar, programa concebido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), promove o acesso gratuito de alunos de baixa-renda, e que concluíram o Ensino Médio, a cursos preparatórios para o Enem conveniados. Atualmente, os cursos conveniados são o Pré-Enem e Os Aprovados, ambos localizados na Avenida Antônio Carlos Magalhães. Por meio do programa, os estudantes contam com uma preparação que custa, em média, R$ 3 mil para os demais alunos.

“Estamos muito satisfeitos. Tivemos um bom resultado com a iniciativa. Não só os cursinhos credenciados elogiam a participação dos alunos do Ingressar, como os alunos que aderiram enviam e-mail para agradecer e falar bem do programa e do conteúdo”, conta a titular da SPMJ, Cristina Argiles. Para o próximo ano, ela prevê uma mudança: o ingresso de estudantes que estão cursando o 3º ano do Ensino Médio. “Esse ano foi só para quem já havia concluído, mas no próximo abriremos o leque para aqueles que estão cursando o último ano da Educação Básica, para que também tenham acesso ao conteúdo de maneira complementar”, afirma.

Ingressar – Para ter acesso ao curso preparatório por meio do programa da SPMJ, os alunos cumpriram alguns critérios, como ser egresso de escola pública ou ter tido bolsa integral em escola da rede particular, ser integrante de famílias cadastradas no Programa Bolsa Família e morar em Salvador. A SPMJ destinou 5% das 400 vagas ofertadas para pessoas com deficiência, 30% para negros e 5% para jovens da Fundação Cidade-Mãe.

Preparatório – O conteúdo das aulas envolve todas as disciplinas exigidas no Enem, passando pelas áreas de conhecimento de Linguagens, Códigos, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática. São cinco horas de aula de estudo por dia, além da carga horária opcional de monitoria. Até o fim dessa temporada de estudos do Ingressar, prevista para encerrar no dia 9 de novembro, os alunos terão 320 horas de aula com professores altamente qualificados

O Enem é hoje a principal porta de entrada para universidades públicas e particulares (esta última opção por meio de programas de bolsas). Este ano, o exame nacional deverá ocorrer nos dias 4 e 11 de novembro. As inscrições ocorreram entre os dias 7 e 18 de maio desse ano.

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EDUCAÇÃO

Inscrições para vaga na Educação Infantil vão até 27/12; Veja

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As inscrições pleiteando vaga para novos alunos da Educação Infantil da rede municipal estão abertas e seguem até 27 de dezembro. O município oferecerá vagas de creche (grupos 1 ao 3) e de pré-escola (grupos 4 e 5).

Para participar do processo, o responsável pela criança deve procurar qualquer unidade de ensino do município que oferte Educação Infantil, com os seguintes documentos: Certidão de Registro Civil; comprovante de residência atual ou outro documento contendo código de endereçamento postal (CEP); comprovante do critério de prioridade. No ato da inscrição, o responsável poderá indicar até três unidades de ensino que melhor se adeque às necessidades da criança e de sua família.

De acordo com a Portaria 488/2018, que normatiza as matrículas para a Educação Infantil, o resultado da distribuição eletrônica de vagas será divulgado no dia 28 de dezembro, no site Secretaria Municipal de Educação (Smed) e em todas as escolas municipais. A confirmação da matrícula será do dia 2 a 7 de janeiro na unidade onde a criança estudará.

Ensino Fundamental – As matrículas para alunos novos do Ensino Fundamental ocorrerão em janeiro de 2019. No dia 4, serão aceitas matrículas para o público alvo da Educação Especial (pessoa com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento, entre outros). Em 7 de janeiro, será a vez de alunos novos do 1º ano e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – TAP I, II e III.

Em 8 de janeiro, matriculam-se os alunos novos para o 2º e 3º ano do Ensino Fundamental e no dia 9 de janeiro é a vez dos alunos novos para o 4º e 5º ano. As matrículas para os alunos que desejarem ingressar na rede do Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano) e EJA II – TAP IV e V serão realizadas no dia 11 de janeiro. A matrícula se estenderá por todo o ano letivo, atendendo alunos oriundos de outras escolas ou redes.

 

 

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EDUCAÇÃO

Fechamento de escolas estaduais gera protestos em Salvador; “reestruturação”, diz SEC

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“É reestruturação”, garantiu o superintendente de Políticas para a Educação Básica do Estado, Ney Campello, sobre fechamento de escolas estaduais. O assunto gerou uma série de protestos em diversos pontos de Salvador, nesta quinta-feira (22/11).

Em conversa com o Aratu Online, ele explicou que a mudança afeta menos de 10% da rede – atualmente com 1.240 unidades de ensino -, e que a reorganização é divulgada com “bastante antecedência” aos diretores das escolas, que devem repassar a informação aos pais.

“As famílias podem ficar tranquilas, pois não há nenhum movimento sem diálogo”, afirmou Campello. Segundo ele, o governo do estado vem conversando com as prefeituras para que elas “assumam o ensino fundamental”, como propõe a lei 9.394/96, de diretrizes e bases da educação nacional. “O estado responde por aproximadamente 200 mil matrículas e as prefeituras querem postergar a decisão”, pontuou.

A “municipalização da educação”, citada acima, é um dos critérios para a reestruturação da rede estadual, assim como a “otimização dos recursos”, ainda de acordo com o superintendente. Ele cita, por exemplo, que a ideia é sair de imóveis alugados – muitos há mais de 20 anos -, inadequados, e ir para locações próprias, com maior capacidade.

“A resistência dos pais, alunos e professores é natural, mas precisamos fazer isso para requalificar o ensino e investir em mais projetos dentro da área da educação, de arte e esporte, por exemplo”, concluiu Campello.

PROTESTOS

Os protestos geraram complicações no trânsito nesta quinta-feira (22/11). As avenida Vasco da Gama, sentido Dique, e Garibaldi, sentido Centro, foram as mais afetadas. Nesses lugares, a velocidade média dos veículos não passava dos 8 Km/h, por volta das 13h, segundo dados da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador).

A repórter da TV Aratu, Lorena Dias, acompanhou uma manifestação em frente à escola Colégio Estadual Victor Civita, na região do Dique Pequeno. Uma manifestação está marcada para as 18h na Avenida Vasco da Gama, movida por estudantes do Colégio Estadual Cidade de Curitiba, no Engenho Velho de Brotas.

informações do AratuOnLine

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EDUCAÇÃO

Governo anuncia fechamento de colégios estaduais; alunos serão transferidos

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A Secretaria da Educação da Bahia anunciou o fechamento de algumas escolas estaduais do ensino fundamental. Além de Salvador, Feira de Santana, que fica a cerca de 100 km da capital, e Itabuna, no sul do estado, entre outras cidades, terão unidades afetadas. Os estudantes serão transferidos.

Ainda não há o número exato de quantas escolas serão fechadas. Algumas delas passarão a ser responsabilidade das prefeituras, como prevê as Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Segundo a Secretaria da Educação, as mudanças fazem parte de um reordenamento da rede.

“O reordenamento da rede escolar inclui a desobrigação do sistema estadual com prédios inadequados, mesmo que alugados, e a realocação dos estudantes para nossos prédios próprios”, falou o subsecretário da Educação Nildon Pitombo.

Contudo, os alunos das unidades que já foram comunicadas estão preocupados. Entre eles, está o estudante Almir Gonçalves, que é cego e estuda no Centro Estadual de Educação Magalhães Neto (Cea), na capital baiana.

“Estudando aqui, a gente já sabe de manhã pra onde vem, já sabemos o professor que nós temos, ele já conhece a gente, as nossas dificuldades”, contou Almir.

Além dele, dona Esterlícia Pinto também teme a mudança. “Depois de 55 anos sem estudar, senti a necessidade de me atualizar no mundo moderno e resolvi estudar. Cheguei aqui, fui muito bem recebida. Os professores são extraordinários no metódo de ensino, e eu me adaptei rapidamente. Para mim, seria muito difícil uma readaptação”, disse dona Esterlícia.

O fechamento do Cea foi comunicado no dia 13 de novembro. Segundo a Secretaria da Educação, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) disse que o local é inadequado para uma escola. Contudo, a coordenadora da unidade, Lúcia Campos, discorda.

“Não tem problema na escola. A gente sempre está nos reunindo e indo, indo. Mesmo sem muitos recursos, a gente tenta levar ela à frente”, falou.

Já em Itabuna e em Feira de Santana, estudantes fizeram manifestações nas portas das escolas nesta terça-feira (20).

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) discorda das mudanças estimadas pelo governo.

“Os municípios basicamente estão sem um tostão. Então, você repassar uma responsabilidade do tamanho que é o ensino fundamental completo para os municípios, sem dinheiro, sem suporte, é jogar a educação na lata do lixo. Então, a gente quer discutir responsabilidade”, contou.

De acordo com o subsecretário da Educação, Nildon Pitombo, caso as prefeituras não tenham como administrar as escolas, o estado irá assumir os cuidados novamente.

“Se o município disser que não tem condição de fazer com que acolha a municipalização, o estado manterá a oferta normalmente, sem nenhum prejuízo para as famílias, para os estudantes e para os gestores”, falou.

informações do G1

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